Usada desde tempos imemoriais como sinónimo de duas situações equivalentes, esta máxima é mais um exemplo de como o nada leva a coisa nenhuma.
Ninguém sabe o que significa verdadeiramente e, há que dizê-lo com frontalidade, não parece significar coisa nenhuma. Mais, parece ter atingido o Nirvana das expressões tolas, porque é tão falha de sentido que se torna até difícil de contra-argumentar. Um pouco à semelhança da frase atribuída a Mark Twain : “Nunca discutas com um idiota. Ele arrasta-te até ao nível dele e depois ganha-te em experiência”.
Matematicamente, ela por ela, traduz uma multiplicação, donde resulta ela ao quadrado. Onde é que isto nos leva? A lado nenhum, tal como a expressão original. A verdade é que nem sequer sabemos quem é ela, nem se serão duas elas ou apenas uma com distúrbios de personalidade. Ou sequer se o problema estará no receptor da mensagem que, toldado por doses excessivas de Alvarinho, perante uma ela já vê duas.
Há ainda a hipótese de poderem ser gémeas verdadeiras, caso em que ela por ela não haverá diferença significativa, especialmente, se forem suecas. No entanto, com elas nunca se sabe.
18.3.12
É IGUAL AO LITRO
Tecnicamente, podemos dizer que há apenas três coisas iguais ao litro: dez decilitros, cem centilitros e mil mililitros. Não, não venham dizer que um décimo de um decalitro é igual ao litro, porque eu disse três coisas, e um décimo de um decalitro é apenas parte de uma coisa. Aliás, quem duvida que vá às prateleiras dos vinhos e procure saber quanto é a capacidade das garrafas de litro que lá estão. Nem essas são iguais ao litro.
Em todas as outras situações temos uma expressão incorrectamente usada, logo, que não é verdadeira. Ou seja, mesmo conhecendo a particular aversão dos jovens a tudo o que seja vagamente relacionado com a matemática, insiste-se em estabelecer a confusão nas suas imberbes cabecinhas, dizendo que tudo e mais alguma coisa é igual ao litro.
Claro que alguns dirão “ah mas isso não é bem assim, aquilo só quer dizer que uma coisa não tem influência, que é indiferente e não sei quê...”, mas antes que o digam, eu respondo já – o tanas!
Temos de ser rigorosos. O não sei quê não é igual ao litro e se tal é indiferente, pois que o digam simplesmente, é indiferente! Porque o primeiro passo para criar uma geração alienada e desiludida é relativizar tudo, descendo o grau de indiferença ao nível do átomo, de modo a que tudo seja igual ao litro. É uma proposta de meditação filosófica que aqui fica, aguardando respostas.
Em todas as outras situações temos uma expressão incorrectamente usada, logo, que não é verdadeira. Ou seja, mesmo conhecendo a particular aversão dos jovens a tudo o que seja vagamente relacionado com a matemática, insiste-se em estabelecer a confusão nas suas imberbes cabecinhas, dizendo que tudo e mais alguma coisa é igual ao litro.
Claro que alguns dirão “ah mas isso não é bem assim, aquilo só quer dizer que uma coisa não tem influência, que é indiferente e não sei quê...”, mas antes que o digam, eu respondo já – o tanas!
Temos de ser rigorosos. O não sei quê não é igual ao litro e se tal é indiferente, pois que o digam simplesmente, é indiferente! Porque o primeiro passo para criar uma geração alienada e desiludida é relativizar tudo, descendo o grau de indiferença ao nível do átomo, de modo a que tudo seja igual ao litro. É uma proposta de meditação filosófica que aqui fica, aguardando respostas.
11.3.12
E DEPOIS, MORRERAM AS VACAS E FICARAM OS BOIS
Uma expressão tão absurda quanto enigmática, pois ninguém sabe o que significa.
Começa, desde logo, por gozar com o genocídio da raça bovina, pois uma vez extintas as vacas e não podendo os bois procriar entre si, perpetuando a raça, esta extinguir-se-ia. Em segundo lugar, todo o boi só o é, existindo uma vaca em casa, que lhe dê conforto, amparo e um par de chifres. Sem isso, o boi sentir-se-á nu, não se podendo então propriamente dizer que seja um boi, antes será não mais do que um marrão.
Aqui chegados, vemos que não há nenhum propósito em responder à pergunta “e depois?”. Primeiro, porque a não ser que a conversa seja sobre bovinos, o contexto da resposta está completamente deslocado; segundo, porque permite uma sucessão ad eternum de consequências – porque quando morrerem as vacas e ficarem só os bois, os bezerros ficam orfãos. E depois os bois ficam viúvos. E depois tiveram de trabalhar e cuidar dos filhos ao mesmo tempo. E depois o dinheiro não chegava. E depois os bois fizeram biscates em touradas espanholas, vendendo o rabo e orelhas para sustentar a família. E depois um boi que venda o rabo corre o risco de não querer outra coisa e passar a ser tratado por vacôncio. E a escrever crónicas em revistas cor de rosa. E depois...enfim, não é preciso continuar pois não?
Começa, desde logo, por gozar com o genocídio da raça bovina, pois uma vez extintas as vacas e não podendo os bois procriar entre si, perpetuando a raça, esta extinguir-se-ia. Em segundo lugar, todo o boi só o é, existindo uma vaca em casa, que lhe dê conforto, amparo e um par de chifres. Sem isso, o boi sentir-se-á nu, não se podendo então propriamente dizer que seja um boi, antes será não mais do que um marrão.
Aqui chegados, vemos que não há nenhum propósito em responder à pergunta “e depois?”. Primeiro, porque a não ser que a conversa seja sobre bovinos, o contexto da resposta está completamente deslocado; segundo, porque permite uma sucessão ad eternum de consequências – porque quando morrerem as vacas e ficarem só os bois, os bezerros ficam orfãos. E depois os bois ficam viúvos. E depois tiveram de trabalhar e cuidar dos filhos ao mesmo tempo. E depois o dinheiro não chegava. E depois os bois fizeram biscates em touradas espanholas, vendendo o rabo e orelhas para sustentar a família. E depois um boi que venda o rabo corre o risco de não querer outra coisa e passar a ser tratado por vacôncio. E a escrever crónicas em revistas cor de rosa. E depois...enfim, não é preciso continuar pois não?
DORMIR COM UM OLHO FECHADO E OUTRO ABERTO
Esta expressão assenta numa pura impossibilidade morfológica, dado apenas os coelhos serem conhecidos por dormir com os olhos abertos. Estando ainda por surgir a figura super-heróica do homem-coelho, é então fácil de ver que o ser humano nunca poderá por em prática esta máxima.
Para mais, a sua utilização como sinónimo de semi-vigília também não é correcta, pois a situação mais semelhante a estar com um olho fechado e outro aberto é o caso dos pugilistas no fim de um combate, altura em que estarão tudo menos vigilantes.
Poderá dar-se o caso de se estar a piscar o olho ao sono, mas então isso não é dormir. Sendo impossível fazê-lo com qualquer olho dianteiro aberto, o caso agrava-se se estivermos a falar do olho traseiro, altura em que dormir com ele aberto proporcionará momentos de brisa inolvidável e perfumes da natureza. Pelo menos, daquela parte da natureza onde se instalam explorações de agro-pecuária.
Isto leva-nos a, pelo menos, considerar que, com as devidas alterações, esta expressão até poderia não ser completamente banida, se fosse adaptada para: dormir com dois olhos fechados e outro aberto. Obviamente, uma versão apenas acessível a pessoas com muito gás.
Para mais, a sua utilização como sinónimo de semi-vigília também não é correcta, pois a situação mais semelhante a estar com um olho fechado e outro aberto é o caso dos pugilistas no fim de um combate, altura em que estarão tudo menos vigilantes.
Poderá dar-se o caso de se estar a piscar o olho ao sono, mas então isso não é dormir. Sendo impossível fazê-lo com qualquer olho dianteiro aberto, o caso agrava-se se estivermos a falar do olho traseiro, altura em que dormir com ele aberto proporcionará momentos de brisa inolvidável e perfumes da natureza. Pelo menos, daquela parte da natureza onde se instalam explorações de agro-pecuária.
Isto leva-nos a, pelo menos, considerar que, com as devidas alterações, esta expressão até poderia não ser completamente banida, se fosse adaptada para: dormir com dois olhos fechados e outro aberto. Obviamente, uma versão apenas acessível a pessoas com muito gás.
DO TEMPO DA OUTRA SENHORA
Um simples raciocínio lógico-dedutivo é o suficiente para demonstrar a falácia desta expressão, utilizada como sinónimo de antigo, desde tempos imemoriais que já ninguém se lembra.
Vejamos: primeiro, é preciso uma senhora. Não pode ser uma criança, pois nesse caso seria uma menina, nem sequer uma adolescente. Estando também excluídas as de meia idade, que seriam simplesmente mulheres, resulta que, havendo uma senhora, necessariamente ela terá uma idade mais avançada. Passemos à “outra senhora” da expressão: sendo outra, não faz sentido que seja igual à primeira, caso contrário, essa serviria e não seria preciso outra. Tendo de ser diferente, e dado que concluímos que a primeira seria idosa, a “outra” terá de ser nova.
Logo, corolário lógico, o tempo da outra senhora, a nova, é um tempo recente, provando-se aqui por A mais B que o significado desta expressão é precisamente o oposto daquele que nos querem impingir!
Vejamos: primeiro, é preciso uma senhora. Não pode ser uma criança, pois nesse caso seria uma menina, nem sequer uma adolescente. Estando também excluídas as de meia idade, que seriam simplesmente mulheres, resulta que, havendo uma senhora, necessariamente ela terá uma idade mais avançada. Passemos à “outra senhora” da expressão: sendo outra, não faz sentido que seja igual à primeira, caso contrário, essa serviria e não seria preciso outra. Tendo de ser diferente, e dado que concluímos que a primeira seria idosa, a “outra” terá de ser nova.
Logo, corolário lógico, o tempo da outra senhora, a nova, é um tempo recente, provando-se aqui por A mais B que o significado desta expressão é precisamente o oposto daquele que nos querem impingir!
25.2.12
DIZER COBRAS E LAGARTOS
Parece-me um bocado irrealista que, numa confusão de trânsito, dois condutores desatem a insultar-se mutuamente, em que um chama filho da fruta ao outro, o qual responde gritando cobras e lagartos! De facto é, mas é isto que nos querem fazer crer, ou seja, que o insulto e o dizer mal é sinónimo de cobras e lagartos. Não se percebe porquê.
Desde logo, parece consensual que seria muito mais ofensivo chamar lombrigas, lesmas ou protozoários. Por outro, dizer que a cobra é má não é verdade. Existem na Amazónia cobras extremamente carinhosas e que gostam de abraçar fortemente os outros seres vivos. Quanto aos lagartos, concedo que chamar lagarto a um lampião seja ofensivo, mas tirando esse caso específico, também não vejo como se possa ter associado o insulto aos lagartos, pois estes geralmente até têm uma língua bifurcada, o que dificultaria a articulação de ofensas, caso eles falassem. Poderia facilitar a soltura de perdigotos, mas de ofensas não creio.
Por último, gostaria mais uma vez de chamar a atenção para as questões de bom português, seja no antigo seja no novo acordo ortográfico e que muitas vezes constituem, quanto a mim, razão suficiente para banir estas expressões: as cobras e os lagartos não se dizem. Chamam-se.
Desde logo, parece consensual que seria muito mais ofensivo chamar lombrigas, lesmas ou protozoários. Por outro, dizer que a cobra é má não é verdade. Existem na Amazónia cobras extremamente carinhosas e que gostam de abraçar fortemente os outros seres vivos. Quanto aos lagartos, concedo que chamar lagarto a um lampião seja ofensivo, mas tirando esse caso específico, também não vejo como se possa ter associado o insulto aos lagartos, pois estes geralmente até têm uma língua bifurcada, o que dificultaria a articulação de ofensas, caso eles falassem. Poderia facilitar a soltura de perdigotos, mas de ofensas não creio.
Por último, gostaria mais uma vez de chamar a atenção para as questões de bom português, seja no antigo seja no novo acordo ortográfico e que muitas vezes constituem, quanto a mim, razão suficiente para banir estas expressões: as cobras e os lagartos não se dizem. Chamam-se.
DETRÁS DA ORELHA
É uma intenção parva a de nos quererem convencer que uma coisa boa está detrás da orelha. Desde logo porque, excluindo qualquer mutação genética, o sentido do paladar não está nas orelhas. E insistir no contrário apenas traz mais ignorância às cabeças confusas das nossas crianças ou dos concorrentes da Casa dos Segredos.
Seguidamente, ter seja o que for atrás da orelha revela muito pouca higiene, quer para a coisa em si, que pode apanhar alguma cera, quer para o ouvido que pode entupir. Já para não falar que, estando atrás da orelha, logo fora do campo de visão, é um exercício de adivinhação saber se a coisa lá está de facto ou não.
O rigor contextual também não é o melhor. Estando dois tipos a petiscar, diz um para o outro “epah, estes tremoços estão mesmo bons, não estão?”, ao que o outro responde, “Estão detrás da orelha”. Mas que parvoíce é esta, em que um tipo fala em tremoços e o outro responde em orelhas? Faça-se o simples teste do contraditório para verificar que esta expressão não é bi-unívoca, e portanto, não merecer credibilidade : “epah, estas orelhas de coentrada estão mesmo boas, não estão?”, ao que o outro responde, “Estão detrás dos tremoços”. Simplesmente patético.
Seguidamente, ter seja o que for atrás da orelha revela muito pouca higiene, quer para a coisa em si, que pode apanhar alguma cera, quer para o ouvido que pode entupir. Já para não falar que, estando atrás da orelha, logo fora do campo de visão, é um exercício de adivinhação saber se a coisa lá está de facto ou não.
O rigor contextual também não é o melhor. Estando dois tipos a petiscar, diz um para o outro “epah, estes tremoços estão mesmo bons, não estão?”, ao que o outro responde, “Estão detrás da orelha”. Mas que parvoíce é esta, em que um tipo fala em tremoços e o outro responde em orelhas? Faça-se o simples teste do contraditório para verificar que esta expressão não é bi-unívoca, e portanto, não merecer credibilidade : “epah, estas orelhas de coentrada estão mesmo boas, não estão?”, ao que o outro responde, “Estão detrás dos tremoços”. Simplesmente patético.
DEITAR AS BARBAS DE MOLHO
Porque carga de água é que esta expressão é utilizada para traduzir cautela? Na verdade, o que o “sistema” esconde é que esta expressão é um convite à gerontofilia, ou seja, o abuso dos mais velhinhos.
Concretizando: para deitar as barbas de molho há que, primeiro, tê-las e, em segundo lugar, de um tamanho considerável para que se possam mergulhar no alguidar sem espetar também com as trombas no líquido. Ora umas barbas assim, tirando aquele benfiquista com um restaurante na Caparica, só as têm os velhos eremitas, os monges de Shaolin e um ou outro septuagenário avulso.
O perigo surge quando o avozinho coloca as barbas de molho, tendo portanto de se curvar sobre a bacia, logo, ficando em posição desfavorável, com a porta das traseiras à mercê de qualquer tarado. E esta situação pode ser um convite a uma grande amizade, mas nunca será uma posição de cautela, por muito que nos queiram enganar.
Concretizando: para deitar as barbas de molho há que, primeiro, tê-las e, em segundo lugar, de um tamanho considerável para que se possam mergulhar no alguidar sem espetar também com as trombas no líquido. Ora umas barbas assim, tirando aquele benfiquista com um restaurante na Caparica, só as têm os velhos eremitas, os monges de Shaolin e um ou outro septuagenário avulso.
O perigo surge quando o avozinho coloca as barbas de molho, tendo portanto de se curvar sobre a bacia, logo, ficando em posição desfavorável, com a porta das traseiras à mercê de qualquer tarado. E esta situação pode ser um convite a uma grande amizade, mas nunca será uma posição de cautela, por muito que nos queiram enganar.
20.2.12
DEFENDER-SE COM UNHAS E DENTES
Utilizada frequentemente quando se pretende designar uma defesa forte, aguerrida, potencialmente viril, se virmos bem, designa apenas uma forma abichanada de defesa.
Quem geralmente se defende com as unhas e os dentes é a mulher (não raro acompanhados de puxões de cabelos e/ou gritinhos), pelo que nenhum macho que se preza se vai defender com unhadelas e dentadas. Homem que é homem tem, no máximo, uma unha saliente (a do dedo mindinho) que devido ao desvelo necessário para a manter, não serve para tarefas mais violentas do que tirar burriés da jaula, coçar as partes baixas ou tirar cera do orelhame.
Quanto aos dentes, assim de repente, a única forma que me ocorre para os utilizar em defesa seria em casos de moléstia sexual, onde a potencial vítima sorri, mostrando uma cremalheira completamente esboroada e com hálito de podridão superior, que faz fugir o agressor a sete pés.
Nestes tempos conturbados em que vivemos, uma actualização impõe-se, pelo que deveria alterar-se a expressão para “defender-se com ponta e mola” ou “defender-se com soqueira e moca de Rio Maior”.
Quem geralmente se defende com as unhas e os dentes é a mulher (não raro acompanhados de puxões de cabelos e/ou gritinhos), pelo que nenhum macho que se preza se vai defender com unhadelas e dentadas. Homem que é homem tem, no máximo, uma unha saliente (a do dedo mindinho) que devido ao desvelo necessário para a manter, não serve para tarefas mais violentas do que tirar burriés da jaula, coçar as partes baixas ou tirar cera do orelhame.
Quanto aos dentes, assim de repente, a única forma que me ocorre para os utilizar em defesa seria em casos de moléstia sexual, onde a potencial vítima sorri, mostrando uma cremalheira completamente esboroada e com hálito de podridão superior, que faz fugir o agressor a sete pés.
Nestes tempos conturbados em que vivemos, uma actualização impõe-se, pelo que deveria alterar-se a expressão para “defender-se com ponta e mola” ou “defender-se com soqueira e moca de Rio Maior”.
19.2.12
DE MAIS A MAIS
À semelhança da anterior, esta expressão é de uma tão grande nulidade que, decerto, até está isenta de imposto. O correr das gerações deve com certeza ter-lhe feito perder palavras da versão original, porque a não ser num contexto do tipo “de Mais a Mais distam cerca de 10 kms”, não há forma de perceber isto...e mesmo assim, é preciso admitir que existam duas localidades com o nome Mais.
Mas o mais preocupante é que a utilização desta expressão visa substituir outra (Além do mais) que, só por si, também não quer dizer rigorosamente nada! Qualquer semelhança entre isto (uma vacuidade que substitui outra) e a legislação por vezes produzida na assembleia da república não pode ser mera coincidência. Deve haver mão de políticos nisto.
Não é preciso ser nenhum Platão nem nenhum Aristóteles, para saber empiricamente que além do mais, não existe nada. E se existe, será sempre mais do mesmo, porque se fosse menos, não estaria além do mais, mas sim aquém.
É tão simples que até dói! E de mais a mais, penso que não há mais nada a dizer sobre isto.
Mas o mais preocupante é que a utilização desta expressão visa substituir outra (Além do mais) que, só por si, também não quer dizer rigorosamente nada! Qualquer semelhança entre isto (uma vacuidade que substitui outra) e a legislação por vezes produzida na assembleia da república não pode ser mera coincidência. Deve haver mão de políticos nisto.
Não é preciso ser nenhum Platão nem nenhum Aristóteles, para saber empiricamente que além do mais, não existe nada. E se existe, será sempre mais do mesmo, porque se fosse menos, não estaria além do mais, mas sim aquém.
É tão simples que até dói! E de mais a mais, penso que não há mais nada a dizer sobre isto.
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