Pergunta que se impõe: quais as implicações de caírem os parentes na lama? Desde logo, a necessidade de lavagem quer dos parentes quer do vestuário. E poderão todos os parentes cair na lama? Ou só uma selecção deles? Nesse caso, quem é o seleccionador? Quem define quais os parentes a cair na lama e os que ficam a ver o espectáculo? Quem vai primeiro à lama – a sogra ou as manas gémeas jeitosas?
Ensinam-nos os espectáculos da TV americana que os mais talhados a cair na lama são os homens de grande porte e as mulheres de igual calibre (pelo menos, a nível peitoral). E se o que se vê representa a realidade, também não se percebe o tom depreciativo desta expressão, já que nesses espectáculos, caindo dois parentes na lama, logo tratam de arranjar uma zaragata enlameadora, de si próprios e da assistência, a qual vibra, fazendo apostas e bebendo Budweiser. Como tal, show garantido.
Além do mais, não descuremos o efeito benéfico da lama na epiderme – há quem pague fortunas por banhos ou máscaras da dita, pelo que só por aqui se comprova que o sentido dado a esta expressão é totalmente desajustado.
7.8.11
CADA UM TEM O QUE MERECE
Por imperdoável falha na concepção do último Censos, foi desperdiçada uma oportunidade única para desmascarar esta mentira mil vezes repetida, como sinal de que tudo é comandado pelo destino. Esse inquérito deveria ter considerado a pergunta “Você tem o que merece? Sim / Não” e facilmente se veria que 99% da população (e o José Mourinho, se cá morasse) responderia que não.
Desde logo por inadmissível exclusão sexista, se apenas cada UM tem o que merece, então cada UMA seria sistematicamente discriminada. Mas cada um, quem? Cada um de nós? Mas nós, quem? Nós, tipo concretamente a gente, ou nós, a nível geral a humanidade? Se é a humanidade, e se ela tem o que merece, então quem fica com aquilo que não merece? Os extraterrestres? E não terão eles depois motivos fundados para reclamar, fruto de ficarem sempre com aquilo que não merecem? E não merecem porque não se empenharam o suficiente ou não merecem porque são gajos verdes com antenas e um olho na testa e, portanto, seria um desperdício?
Definitivamente, é preciso que estas coisas sejam debatidas, pensadas e meditadas antes de sair para o público, porque não se percebe como é que alguém coloca afirmações destas a circular como sendo verdades absolutas, sem por um momento pensar sobre as implicações teológicas, filosóficas e de espaço-contínuum que elas possam provocar. E isso, lá está, é algo que ninguém merece.
Desde logo por inadmissível exclusão sexista, se apenas cada UM tem o que merece, então cada UMA seria sistematicamente discriminada. Mas cada um, quem? Cada um de nós? Mas nós, quem? Nós, tipo concretamente a gente, ou nós, a nível geral a humanidade? Se é a humanidade, e se ela tem o que merece, então quem fica com aquilo que não merece? Os extraterrestres? E não terão eles depois motivos fundados para reclamar, fruto de ficarem sempre com aquilo que não merecem? E não merecem porque não se empenharam o suficiente ou não merecem porque são gajos verdes com antenas e um olho na testa e, portanto, seria um desperdício?
Definitivamente, é preciso que estas coisas sejam debatidas, pensadas e meditadas antes de sair para o público, porque não se percebe como é que alguém coloca afirmações destas a circular como sendo verdades absolutas, sem por um momento pensar sobre as implicações teológicas, filosóficas e de espaço-contínuum que elas possam provocar. E isso, lá está, é algo que ninguém merece.
CADA QUAL SABE ONDE LHE APERTA O SAPATO
Ora aqui está uma expressão tão verdadeira quanto inócua. Sendo um facto que ninguém conhece melhor os seus sapatos que os legítimos proprietários, também não é de esperar que outras pessoas tenham conhecimento das calosidades de terceiros. Excepção óbvia aos calistas.
Nem estou a ver que interesse poderia eu ter em saber que a vizinha do 5º esquerdo tem um sapato que lhe aperta o dedo mínimo do pé direito ou que o sr Antunes do talho, à força de tanto de perguntarem se tem pezinhos de porco, já desenvolveu a neurose de que os ténis lhe trilham os calcanhares de suíno.
Outra imprecisão que daqui deriva é a de que todos os sapatos apertam, o que sabemos não ser verdade, pois conforme consta da história da Cinderela, o seu sapato era mesmo à medida. E não vamos sequer debater se o Batatinha tem pés que preencham na totalidade aquelas alpercatas que mais parecem um batelão de carga.
Nem estou a ver que interesse poderia eu ter em saber que a vizinha do 5º esquerdo tem um sapato que lhe aperta o dedo mínimo do pé direito ou que o sr Antunes do talho, à força de tanto de perguntarem se tem pezinhos de porco, já desenvolveu a neurose de que os ténis lhe trilham os calcanhares de suíno.
Outra imprecisão que daqui deriva é a de que todos os sapatos apertam, o que sabemos não ser verdade, pois conforme consta da história da Cinderela, o seu sapato era mesmo à medida. E não vamos sequer debater se o Batatinha tem pés que preencham na totalidade aquelas alpercatas que mais parecem um batelão de carga.
26.6.11
CABO DOS TRABALHOS
Temos novamente uma interpretação errada, como sinónimo de trabalho difícil ou, como se designa na linguagem técnica alentejana, uma grande trabalhêra.
Primeiro, se cabo for extremidade, então dizer-se “extremidade dos trabalhos” pode, quando muito, querer dizer que já se está na ponta ou quase no fim e, portanto, na parte mais fácil.Segundo, se o cabo for o apêndice por onde se pega, como em “cabo da enxada”, então será numa interpretação livre, o sítio onde se pega ao serviço, geralmente, o relógio de ponto. Ou a máquina do café, se se for funcionário público.
Terceiro, se o cabo for posto hierárquico, seguinte ao de soldado, o cabo dos trabalhos pode ser um graduado assim conhecido na caserna por impôr grandes desmandos aos seus subordinados, como a limpeza de latrinas às três da manhã e outras coisas do género.
Toda e qualquer interpretação fora destes significados é, na opinião do ilustre painel de jurados aqui presente, um abuso de liberdade que poderá acarretar ao seu autor o cabo dos trabalhos.
Primeiro, se cabo for extremidade, então dizer-se “extremidade dos trabalhos” pode, quando muito, querer dizer que já se está na ponta ou quase no fim e, portanto, na parte mais fácil.Segundo, se o cabo for o apêndice por onde se pega, como em “cabo da enxada”, então será numa interpretação livre, o sítio onde se pega ao serviço, geralmente, o relógio de ponto. Ou a máquina do café, se se for funcionário público.
Terceiro, se o cabo for posto hierárquico, seguinte ao de soldado, o cabo dos trabalhos pode ser um graduado assim conhecido na caserna por impôr grandes desmandos aos seus subordinados, como a limpeza de latrinas às três da manhã e outras coisas do género.
Toda e qualquer interpretação fora destes significados é, na opinião do ilustre painel de jurados aqui presente, um abuso de liberdade que poderá acarretar ao seu autor o cabo dos trabalhos.
CABEÇA DE ALHO CHOCHO
Não perdi ainda a esperança de, um dia, haver alguém que me explique o sentido depreciativo desta expressão.
Isto porque o chocho tanto pode ser um beijo (e não conheço alhos que se beijem), como pode ter o sentido figurativo de insípido, adoentado ou sem préstimo. Ora, coisa que o alho nunca será é insípido e quanto ao alho adoentado, todos temos os nossos dias.Conceda-se então que o chocho seja oco, sem sumo ou sem préstimo, contudo, os alhos, e mais especificamente a sua cabeça (que, ao fim e ao cabo é quase todo o seu corpo) têm direito à sua dignidade e não podem continuar a ser enxovalhados desta maneira! Chocho ou viçoso, o alho tem direito a uma existência condigna com a sua condição, de cabeça erguida e, se necessário, mostrando os dentes a quem o ofende. Não esqueçamos nunca que o alho é aquilo que o bacalhau quer, conforme demonstrado pelo filósofo contemporâneo Saúl.
Banir esta expressão é mostrar o cartão vermelho à intolerância e à discriminação com base no sexo, na cor, na religião ou no estado da cabeça do alho.
Isto porque o chocho tanto pode ser um beijo (e não conheço alhos que se beijem), como pode ter o sentido figurativo de insípido, adoentado ou sem préstimo. Ora, coisa que o alho nunca será é insípido e quanto ao alho adoentado, todos temos os nossos dias.Conceda-se então que o chocho seja oco, sem sumo ou sem préstimo, contudo, os alhos, e mais especificamente a sua cabeça (que, ao fim e ao cabo é quase todo o seu corpo) têm direito à sua dignidade e não podem continuar a ser enxovalhados desta maneira! Chocho ou viçoso, o alho tem direito a uma existência condigna com a sua condição, de cabeça erguida e, se necessário, mostrando os dentes a quem o ofende. Não esqueçamos nunca que o alho é aquilo que o bacalhau quer, conforme demonstrado pelo filósofo contemporâneo Saúl.
Banir esta expressão é mostrar o cartão vermelho à intolerância e à discriminação com base no sexo, na cor, na religião ou no estado da cabeça do alho.
BORRAR A PINTURA
Mais tarde ou mais cedo teria de vir a expressão de cariz escatológico tão ao gosto do nosso povo, por definição, vulgar.
Não seria bastante para designar um falhanço, se se dissesse que determinado sujeito tinha desfocado a fotografia? Partido a escultura? Riscado o manuscrito? Desafinado o instrumento?...é que nem sequer se colocou a hipótese de ele ter misturado mal as cores ou ter dado uma pincelada ao lado!...Não, ele tinha logo de borrar a pintura!!Em nome da decência, da educação dos nossos jovens que são o futuro do amanhã e mais não sei quê, em nome do respeito (que é bonito e eu gosto), daqui se apela a todas as autoridades deste país e, nomeadamente, a quem de direito, que proíba de imediato o uso desta expressão, substituindo-a por algo equivalente e também de fácil entendimento, como “sujar com matéria fecal a representação efectuada pelo pintor”.
Não seria bastante para designar um falhanço, se se dissesse que determinado sujeito tinha desfocado a fotografia? Partido a escultura? Riscado o manuscrito? Desafinado o instrumento?...é que nem sequer se colocou a hipótese de ele ter misturado mal as cores ou ter dado uma pincelada ao lado!...Não, ele tinha logo de borrar a pintura!!Em nome da decência, da educação dos nossos jovens que são o futuro do amanhã e mais não sei quê, em nome do respeito (que é bonito e eu gosto), daqui se apela a todas as autoridades deste país e, nomeadamente, a quem de direito, que proíba de imediato o uso desta expressão, substituindo-a por algo equivalente e também de fácil entendimento, como “sujar com matéria fecal a representação efectuada pelo pintor”.
13.6.11
BOA COMO O MILHO
Para começar, temos logo um grave erro de concordância em língua portuguesa, pois não se pode dizer que alguém é boa (adjectivo feminino) como o milho (substantivo masculino)...a não ser, claro, que estejamos a falar de um hermafrodita, mas mesmo aí eu sugeria que se dissesse “boa como a massaroca”.
Em segundo lugar, estabelece-se, discutivelmente, que o milho é bom. Será bom para quem gosta, como as galinhas ou assim, porque fora isso...a não set que milho seja usado na acepção de pilim, graveto, cacau, caroço. Aí sim, milho é bom e toda a gente gosta.
Há também um elemento gradativo algo confuso. Ser boa como o milho é ser muito boa, suficientemente boa ou minimamente boa? Porque se o milho for, de facto, bom, não será contudo a quinta essência dos sabores, pelo que haverá paladares acima e abaixo dele.
Exemplo: se uma for tão boa como o milho e outra tão boa como o óleo de fígado de bacalhau, a primeira ganha claramente. No entanto, se a primeira for tão boa como o milho e a segunda tão boa como os ovos moles de Aveiro, já tenho dúvidas que não seja a segunda a ganhar.
Em segundo lugar, estabelece-se, discutivelmente, que o milho é bom. Será bom para quem gosta, como as galinhas ou assim, porque fora isso...a não set que milho seja usado na acepção de pilim, graveto, cacau, caroço. Aí sim, milho é bom e toda a gente gosta.
Há também um elemento gradativo algo confuso. Ser boa como o milho é ser muito boa, suficientemente boa ou minimamente boa? Porque se o milho for, de facto, bom, não será contudo a quinta essência dos sabores, pelo que haverá paladares acima e abaixo dele.
Exemplo: se uma for tão boa como o milho e outra tão boa como o óleo de fígado de bacalhau, a primeira ganha claramente. No entanto, se a primeira for tão boa como o milho e a segunda tão boa como os ovos moles de Aveiro, já tenho dúvidas que não seja a segunda a ganhar.
5.6.11
BATER NO CEGUINHO
Desde logo, bater em ceguinhos, aleijadinhos, tetraplégicos, adeptos do FCP e outros diminuídos em geral é sinal de pouca humanidade e um acto socialmente censurável, com excepção dos adeptos do FCP, onde é perfeitamente tolerável que se bata. Muito.
Segundo, esta frase é altamente humilhante para quem a profere: “prontos, já precebi, não batas mais no ceguinho” é assumir uma condição de invisual nada lisonjeira e tanto mais grave se quem a proferir for um árbitro. No fundo, é o assumir daquilo que já muita gente sabe, ou seja, que os árbitros não vêem um boi à frente ou um penalti a favor do Benfica.
Terceiro ponto, esta expressão deve também ser banida porque ao ser tão específica, leva a crer que o mal não está em bater, mas sim em bater no ceguinho, pelo que se poderá continuar a aviar porrada de três em pipa desde que o oponente tenha todas as dioptrias correctas! E se a isto juntarmos que também não se deve bater em quem tem óculos...
Segundo, esta frase é altamente humilhante para quem a profere: “prontos, já precebi, não batas mais no ceguinho” é assumir uma condição de invisual nada lisonjeira e tanto mais grave se quem a proferir for um árbitro. No fundo, é o assumir daquilo que já muita gente sabe, ou seja, que os árbitros não vêem um boi à frente ou um penalti a favor do Benfica.
Terceiro ponto, esta expressão deve também ser banida porque ao ser tão específica, leva a crer que o mal não está em bater, mas sim em bater no ceguinho, pelo que se poderá continuar a aviar porrada de três em pipa desde que o oponente tenha todas as dioptrias correctas! E se a isto juntarmos que também não se deve bater em quem tem óculos...
BAIXAR A BOLINHA
Alguma vez passaria pela cabeça de um avançado pedir ao seu colega que lhe fez um cruzamento demasiado alto que, para a próxima, tenha mais respeito? Pois...a ideia inversa pelos vistos passou pela cabeça de alguém, para ter inventado que para manter o respeito, há que baixar a bolinha!
Facilmente se vê que isto não faz sentido.
Se o pedido for feito a um elemento do sexo feminino, as únicas bolas susceptíveis de se baixar situam-se ao nível peitoral, sendo que o seu descaimento, além de altamente inestético e revelador de idade avançada, provocarão também menos respeito, portanto, estaríamos numa proposição contraditória.
Se estivermos a falar de um espécime masculino, baixar a bola, ou melhor, as bolas (estamos perante um sujeito plural) apenas acontece em momentos de grande perigo ou susto, em que é vulgar dizer-se que as ditas possam cair ao chão.
Fora isso, é suposto que as mesmas estejam firmemente seguras ao seu suporte, embora possam abanar. Mas como se diz que tropeçar não é cair, em princípio, abanar também não.
Facilmente se vê que isto não faz sentido.
Se o pedido for feito a um elemento do sexo feminino, as únicas bolas susceptíveis de se baixar situam-se ao nível peitoral, sendo que o seu descaimento, além de altamente inestético e revelador de idade avançada, provocarão também menos respeito, portanto, estaríamos numa proposição contraditória.
Se estivermos a falar de um espécime masculino, baixar a bola, ou melhor, as bolas (estamos perante um sujeito plural) apenas acontece em momentos de grande perigo ou susto, em que é vulgar dizer-se que as ditas possam cair ao chão.
Fora isso, é suposto que as mesmas estejam firmemente seguras ao seu suporte, embora possam abanar. Mas como se diz que tropeçar não é cair, em princípio, abanar também não.
AS PAREDES TÊM OUVIDOS
A desfaçatez com que se afirmam estas bestialidades é,de facto, assombrosa. A verdade é que isto não passa de uma aldrabice que se prega às crianças, vá-se lá saber porquê, igual a tantas outras, como a história do papão ou do velho do saco.
Se o objectivo é fazê-las falar mais baixo, então a táctica não é boa, pois leva-as a sussurrar e , lá diz o povo, quem cochicha o seu rabo espicha. Conclusão, estamos a criar uma geração de rabudos!
Por acaso os brilhantes inventores desta mentira nunca pensaram que se as paredes tivessem ouvidos, os pintores não poderiam usar tinta d'água porque as trinchas escorregariam na cera? Se as paredes tivessem ouvidos, não deveria a Sonotone ter no seu catálogo algum tipo de aparelho para ajudar a audição das paredes mais velhas?
E, já agora, as paredes têm ouvidos para quê? Nunca ninguém ouviu dizer que elas tivessem boca, pois não? Então para que querem elas os ouvidos se depois não podem contar as conversas que ouvem? Perguntem às mulheres e elas saber-vos-ão elucidar o que estou a dizer.
Exige-se o cabal esclarecimento da opinião pública: se as paredes têm ouvidos, onde é que eles estão? São aqueles buracos que por vezes se vêem nos rodapés?
Se o objectivo é fazê-las falar mais baixo, então a táctica não é boa, pois leva-as a sussurrar e , lá diz o povo, quem cochicha o seu rabo espicha. Conclusão, estamos a criar uma geração de rabudos!
Por acaso os brilhantes inventores desta mentira nunca pensaram que se as paredes tivessem ouvidos, os pintores não poderiam usar tinta d'água porque as trinchas escorregariam na cera? Se as paredes tivessem ouvidos, não deveria a Sonotone ter no seu catálogo algum tipo de aparelho para ajudar a audição das paredes mais velhas?
E, já agora, as paredes têm ouvidos para quê? Nunca ninguém ouviu dizer que elas tivessem boca, pois não? Então para que querem elas os ouvidos se depois não podem contar as conversas que ouvem? Perguntem às mulheres e elas saber-vos-ão elucidar o que estou a dizer.
Exige-se o cabal esclarecimento da opinião pública: se as paredes têm ouvidos, onde é que eles estão? São aqueles buracos que por vezes se vêem nos rodapés?
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